3:32 ,Terça-feira, 29 Julho, 2014

Relatório Guiné-Bissau e Angola são dos países com mais fome e subnutrição

O que é a fome? A fome é a escassez de alimentos que, em geral, afeta uma ampla extensão de um território e um grave número de pessoas. Num índice sobre fome e nutrição, um total de 45 países foram analisados no contexto de 22 indicadores que procuram medir a atuação dos governos nas áreas Ler mais >>>

Alerta:Em Luanda,crianças não entram no sistema formal de ensino por falta de registo civil.

As crianças não registadas à nascença têm problemas em aceder à educação, cuidados de saúde e apoio social, e são mais facilmente alvo de escravidão e de tráfico humano . “O registo de nascimento é mais do que apenas um direito. É o modo como uma sociedade começa por reconhecer a existência de uma criança”, Ler mais >>>

Exigência Seguro obrigatório em Angola gera filas e centenas de multas

Embora definido formalmente como obrigatório, Angola viveu nos últimos anos com o fechar de olhos das autoridades às viaturas que circulavam sem seguro de responsabilidade civil, a situação chegou ao ponto de, segundo as autoridades, apenas três por cento do parque automóvel, que ronda o meio milhão de viaturas, estar seguro. agora com a exigência Ler mais >>>

Professores que se manifestaram na Huíla detidos durante três dias

O sindicato de professores pede intervenção do Presidente da República para resolver a crise devido à incapacidade do Governo local. A persistente e alarmante violência institucional, a exemplo da tortura e do abuso de autoridade, corroem a integralidade do sistema de justiça e segurança pública. É urgente e necessário que as autoridades angolanas aprendam e Ler mais >>>

Quo Vadis Angola: Aumenta o número de crianças desaparecidas

De pés descalços, chinelas à cabeça, pano amarrado à cintura e batendo latas em ritmos sincronizados, lá vão andando pelas ruas e becos em grupos de três ou mais pessoas, faça sol ou chuva, na esperança de encontrarem novidades sobre a sua criança desaparecida. Cumpre-se assim um ritual. “A frequência com que as pessoas saem Ler mais >>>

Angola:Produção agrícola não satisfaz nem aos produtores nem aos consumidores

agricultura em angola

Até 1973, o sector agrícola angolano satisfazia a maior parte das necessidades alimentares do mercado nacional, chegando a ser um dos maiores exportadores mundiais de café e outras commodities do ramo, contudo, actualmente apenas 3% da terra arável está cultivada. Produção agrícola cresce e o Governo faz balanço positivo, mas ainda está longe de satisfazer as necessidades do mercado nacional. Especialista alerta para a importância de uma distribuição eficaz. Já os agricultores pedem crédito bonificado. Hoje, a Agricultura em Angola caracteriza-se por produções agrícolas de valores muito baixos e o país gasta elevados recursos financeiros na importação de alimentos.Tudo isso leva-nos a alertar mais uma vez aos nossos governantes para o seguinte: Angola tem um dos padrões mais desiguais de distribuição do rendimento e é citado como “um dos exemplos mais acabados” de um cenário em que a actividade das empresas do Estado se esconde por trás de um sistema financeiro opaco, não cumpre regras mínimas de transparência e beneficia figuras públicas ou políticas. Cada dólar investido na luta contra a fome pode se multiplicar por cinco e até por mais de vinte vezes em benefícios”, “Já se sabe como erradicar a fome, é uma questão de vontade política e de prioridade, pois Angola está-se tornar cada vez mais rica e produz cada vez mais petróleo. O problema é o acesso das pessoas ao trabalho, recursos, terra e dinheiro para comprar comida”, é urgente que se promova  a agricultura e o crescimento rural e distribuição dos produtos agricolas, dos quais depende a subsistência da maioria carente, e que haja protecção social imediata para os casos mais prementes. O que é a fome? A fome é a escassez de alimentos que, em geral, afeta uma ampla extensão de um território e um grave número de pessoas.(Comentário CAI)

Produção agrícola não satisfaz

Produção agrícola cresce e o Governo faz balanço positivo, mas ainda está longe de satisfazer as necessidades do mercado nacional. Especialista alerta para a importância de uma distribuição eficaz. Já os agricultores pedem crédito bonificado.

Angola é o 16º. país com maior potencial agrícola do mundo. Até 1973, o sector agrícola angolano satisfazia a maior parte das necessidades alimentares do mercado nacional, chegando a ser um dos maiores exportadores mundiais de café e outras commodities do ramo, contudo, actualmente apenas 3% da terra arável está cultivada.Sendo que de acordo com a FAO, organismo das Organização das Nações Unidas (ONU) vocacionado ao sector alimentar, em Angola existe uma área potencial para fazer agricultura de cerca de 58 milhões de hectares, dos quais somente foram cultivados cerca de 5,2 milhões de terras no ano agrícola 2011.No sentido de ultrapassar o mau momento que o sector vive, devido ao longo período de guerra que assolou o país, o Executivo angolano pretende atingir até 2017, por via do Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017, uma produção anual de 2,5 milhões de toneladas de cereais, para contrapor o actual milhão, e 20 milhões de toneladas de mandioca, em vez das actuais 15 milhões de toneladas.

A intenção do Governo é promover o desenvolvimento integrado e sustentável do sector agrário, garantindo a segurança alimentar e o abastecimento interno, bem como realizar o aproveitamento das oportunidades relacionadas com o mercado regional e internacional.Para o efeito, o capítulo agrícola do PND tem como prioridades de objectivos específicos, desenvolver uma agricultura competitiva, assente sobretudo na reorientação da produção familiar para o mercado e no relançamento do sector empresarial. Pretende-se, no entanto, “reabilitar e expandir as infra-estruturas de apoio à produção agro-pecuária, estimular práticas de natureza associativa e empresarial no quadro de estratégias integradas com vista ao desenvolvimento das fileiras de produção agro-pecuária, para se alcançar a auto-suficiência dos produtos alimentares de base e relançar culturas de rendimento com perspectivas de rentabilidade e com tradição no território, de forma a promover o aumento do rendimento dos produtores e das exportações nacionais”, diz o documento.

Escoamento é essencial

Aos poucos, nota-se que o sector tem vindo a registar resultados positivos, por exemplo, segundo dados do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em 2004, a contribuição da agricultura para o Produto Interno Bruto (PIB) foi de 8,6%, já em 2012 foi de 10,3%.

O economista Samora Machel considera Angola um grande produtor de produtos agrícolas, mas observa que boa parte da produção é desperdiçada, sobretudo no transporte das fontes produtoras para os mercados consumidores, o que ocasiona elevados custos aos produtores. Defende que “uma adequada estratégia de distribuição da produção reduz os custos de transporte, racionalizando o seu escoamento, determinando a localização de centros de distribuição, pois o custo de transporte dos produtos agrícolas varia de 4% a 25% das receitas brutas da maioria dos produtores agrícolas”.

Para o também docente universitário Samora Machel, a produção agrícola nacional apenas vai ter capacidade de abastecer toda a população quando as questões de produção e escoamento de produtos forem solucionadas, pois “não basta se criar condições de produção, é necessário que se crie mecanismos de escoamento que ajudem os agricultores na generalidade”.

O secretário de Estado para os Recursos Florestais, André de Jesus Mota, por sua vez, defende que para se aumentar a produção agrícola nacional o Governo tem levado a cabo o programa crédito agrícola, que serve para encorajar as cooperativas que foram formadas. “Sabemos que se não produzirmos nunca vamos combater a fome e a pobreza no país, apesar das dificuldades que temos enfrentado no corrente ano, devido às estiagens, o balanço que fazemos da actividade agrícola é positivo. Em 2014 daremos continuidade aos programas já existentes”.

Segundo ainda o governante, em Angola existem 3 milhões de unidades familiares que produzem, sendo grande parte dessas as principais fornecedoras de produtos que chegam à população. “A primeira riqueza de um país é a terra, quem não tem terra não tem nação”.

Financiamento de 350 milhões de dólares

Preocupado com o sector agrário no país, no ano passado, de acordo com o nosso interlocutor, o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural injectou 350 milhões de dólares para sustentar a actividade agrícola, todavia, algumas pessoas que beneficiaram de financiamento por via deste valor, deixaram de exercer a actividade, alegadamente devido à seca que desde 2012 tem vindo a afectar grande parte do território nacional com solo fértil para cultivo, disse André de Jesus Mota.

Porém, operadores do sector alegam que uma das grandes dificuldades que têm encontrado para desenvolver as suas actividades são os créditos agrícolas.

Abílio Barros é proprietário da fazenda Hocha, no Kwanza-sul. Ao SOL lamenta que as autoridades angolanas se aperceberam de uma forma muito lenta da importância do financiamento ao sector agrícola. Os operadores sentem que “não estão a ser acompanhados, existe o programa Angola Investe, que visa conceder créditos bonificados aos sectores prioritários, mas parece-me que até ao momento pouco ou nada tem sido feito em nosso favor, o que nos obriga a continuar com os nossos esforços”.

Já a fazendeira Naterça Fonte, considera que o sector tem evoluído nos últimos tempos. Todavia, defende que o Governo deve passar a dar mais atenção aos produtores nacionais, principalmente àqueles que na fase em que a produção era irrisória, dedicavam-se ao trabalho de campo familiar.

“É necessário que haja técnicos que consigam fazer um levantamento do potencial das diversas actividades agrícolas desenvolvidas em Angola. Esses dados devem chegar às autoridades superiores para que eles percebam que a agricultura é tão importante como as outras actividades, como, por exemplo, a exploração do petróleo”, sustenta Naterça Fonte.

Marcos Lopes, director-geral da Maxi, por seu turno, considera que “se quisermos produzir melhor e mais deve haver incentivo por parte de quem governa”.

Com o objectivo de desenvolver a produção nacional e tornar acessível a toda população os melhores produtos agrícolas do país, o programa Fazenda Maxi, que existe há pouco mais de um ano, num investimento de um milhão de dólares, tem estabelecido parcerias com produtores locais. Neste momento envolve 21 agricultores de quatro províncias, que no total representam 22 fazendas.

A operação conta com uma frota de viaturas refrigeradas com capacidade para 8 toneladas, bem como com caixas de transporte especialmente desenvolvidas para o projecto, escoando os produtos do interior para os centros urbanos.

Segundo Marcos Lopes, director-geral da Maxi, a sua empresa oferece apoio técnico na planificação e no acompanhamento das culturas, da sementeira à colheita, actividade que tem permitido os agricultores melhorarem a produtividade. Actualmente, a Maxi recebe das fazendas associadas mais de 40 produtos frutícolas e hortícolas. Nos frutícolas, destaca-se a banana, abacaxi, mamão e papaia, e nos hortícolas a batata, cebola, repolho e tomate.

“As 22 fazendas membros do projecto Fazenda Maxi representam 6 mil hectares de produção agrícola do país e contam actualmente com cerca de 800 postos de trabalho”, acrescenta.


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